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EXAME DO ABDOME

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Title: EXAME DE ABDOME: APARELHO DIGEST RIO Author: Cida Last modified by: Patr cia Olario Created Date: 11/5/2006 9:21:56 PM Document presentation format – PowerPoint PPT presentation

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Title: EXAME DO ABDOME


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EXAME DO ABDOME
  • APARELHO DIGESTÓRIO

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Preparando o Ambiente
  • Sala equipada com mobiliário básico com
  • Boa iluminação
  • Ventilação
  • Sem correntes de ar durante o exame
  • Que garanta a privacidade do paciente.

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Preparando o Material
  • Balança antropométrica
  • Estetoscópio
  • Régua milimetrada (20cm)
  • Fita métrica
  • Caneta marcadora
  • Travesseiros pequenos
  • Relógio com marcador de segundos
  • Luvas para procedimento.

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Preparando o Paciente
  • O paciente deve estar com a bexiga vazia
  • A posição é o decúbito dorsal, com os braços
    estendidos ao longo do corpo
  • Toda a área abdominal deve estar exposta,
    poupando-se os genitais
  • A região posterior do abdome também deve ser
    examinada, principalmente quando se pretende
    avaliar órgãos retroperitoneais como os rins.

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Entrevista
  • Hábito Alimentar
  • número de refeições diárias, tipos de alimentos
    ingeridos, preferências e aversões alimentares
  • intolerância a alimentos
  • restrições alimentares culturais ou orientadas
    por tratamento clínico
  • uso de suplementos alimentares
  • anorexia ou outras alterações no apetite
  • ingestão habitual de líquidos ao dia.

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  • Alterações de Peso peso habitual, peso que
    ganhou ou perdeu ultimamente.
  • Sialorréia ou Ptialismo produção excessiva de
    saliva, freqüência e fatores desencadeantes.
  • Soluço início e evolução do sintoma, relação com
    a ingestão de alimentos.
  • Disfagia dificuldade à deglutição, início e
    evolução do sintoma, consistência dos alimentos
    que consegue deglutir, altura em relação à
    projeção do esterno (alta, média ou baixa), dor
    associada à deglutição (odinofagia), sensação de
    alívio após a ingestão de água e a regurgitação
    de alimentos.

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  • Pirose pesquisar se é contínua ou intermitente,
    a sua relação com a ingestão de determinados
    alimentos, com refeições copiosas, além da
    relação com o repouso pós-prandial.
  • Náuseas intensidade, freqüência, fatores
    desencadeantes (odores, ingestão de determinados
    alimentos).
  • Vômitos freqüência, quantidade, características
    (cor, odor, presença de alimentos não digeridos,
    precedido de náuseas ou em jato), fatores
    desencadeantes (dor, medicamentos, alimentos),
    presença de sangue vivo ou digerido (hematêmese).
  • Eructação regurgitação de ar, a sua frequência e
    os fatores desencadeantes.

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  • Dispepsia sensação de plenitude gástrica,
    indigestão, relação com a ingestão de
    determinados tipos ou quantidades de alimentos, o
    que proporciona alívio (medicamentos, repouso,
    atividade).
  • Hábito Intestinal freqüência e consistência das
    evacuações, alterações na freqüência ou na
    consistência das evacuações, queixa de diarréia
    ou obstipação, descrição da cor, odor, volume,
    presença de sangue, muco, alimentos não
    digeridos, dor associada ao ato de evacuar,
    sensação de puxo e tenesmo, perda involuntária
    das fezes, uso de medicamentos e distensão
    abdominal.
  • Dor contínua ou intermitente, superficial ou
    profunda, intensidade, características (aguda, em
    pontada, em cólica ou em queimação), propagação
    para outras regiões, sinais e sintomas
    associados.

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Examinando o Abdome
  • A parede abdominal é dividida em
  • Parede Abdominal Anterior
  • Parede Abdominal Posterior
  • Paredes Laterais Direita e Esquerda (Flancos e
    Região Lombar)
  • Seus Limites
  • Superior Bordas Costais
  • Inferior linha que une a espinha ilíaca
    ântero-superior à sínfise púbica e de Cada lado
    por uma linha vertical, passando pelas espinhas
    ilíacas anteriores

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  • As manobras ou técnicas utilizadas no exame
    físico são realizadas por meio da parede anterior
    do abdome.
  • Na divisão topográfica do abdome são utilizados
    dois métodos
  • Divisão em quatro quadrantes
  • Divisão em nove regiões.

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Quadrantes Abdominais
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Regiões Abdominais
HD - Hipocôndrio Direito HE - Hipocôndrio
Esquerdo LD - Lateral Direita (Flanco
Direito)  LE - Lateral Esquerda (Flanco Esquerdo)
ID - Inguinal Direita (Fossa Ilíaca Direita) IE
- Inguinal Esquerda (Fossa Ilíaca
Esquerda)                          
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Situação dos Órgãos Abdominais em Relação às
Regiões
  • Hipocôndrio Direito - Fígado, Vesícula Biliar.
  • Epigastro Estômago, Pâncreas.
  • Hipocôndrio Esquerdo Baço.
  • Flanco Direito - Rim direito.
  • Mesogastro - Intestino Delgado.
  • Flanco Esquerdo - Rim esquerdo.
  • Fossa Ilíaca Direita - Ceco e Apêndice
    Vermiforme.
  • Hipogastro - Bexiga urinária, útero e ovário.
  • Fossa Ilíaca Esquerda - Projeção do Cólon
    Sigmóide.
  •  

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Técnicas de Exame do Abdome
  • Para um exame sistematizado do abdome utilizam-se
    as técnicas instrumentais, obedecendo a
    seqüência
  • Inspeção
  • Ausculta
  • Percussão
  • Palpação.

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INSPEÇÃO
  • A inspeção do abdome inclui a observação de sua
    superfície quanto à
  • Forma
  • Contorno
  • Simetria
  • Característica da pele
  • Ocorrência de movimentos visíveis na parede.

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Quanto ao Contorno
  • Plano em pessoas com bom tônus muscular e peso
    regular
  • Arredondado em pessoas com musculatura flácida
    ou excesso de gordura
  • Protuberante em casos de obesidade, gestação,
    ascite ou distensão abdominal)
  • Escavado em indivíduos magros.

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Quanto a Forma do Abdome
  • Atentar para a presença de saliências ou de
    protusões localizadas
  • Estas, além de alterar a simetria, podem sugerir

Massas Herniações Visceromegalias.
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Cicatriz Umbilical
  • Localizada na linha média.
  • É invertida.
  • Pode apresentar-se plana, evertida ou com sinais
    de inflamação ou hérnia.
  • Condições como gestação, ascite ou alguma massa
    vizinha podem causar a protusão do umbigo.
  • Neste caso, o exame pode ser favorecido com
    elevação da cabeça e dos ombros do paciente em
    relação à superfície abdominal.

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  • Pele da Parede Abdominal
  • Avaliar integridade e a presença de cicatrizes,
    manchas, trajetos venosos dilatados e estrias.
  • Movimentos na Parede Abdominal
  • Devido ao peristaltismo, são observados em
    pessoas muito magras.
  • Ondas peristálticas com maior freqüência e
    intensidade, podem indicar obstrução intestinal.
  • Pulsações da aorta também podem ser visíveis em
    pessoas magras, na região epigástrica.
  • Pulsações mais intensas podem ocorrer devidoà
    hipertensão arterial ou aneurisma da aorta.

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Ausculta
  • A ausculta deve preceder a percussão e a
    palpação.
  • Deve-se iniciar qa ausculta abdominal pelo
    quadrante inferior direito, aplicando leve
    pressão e identificando a presença e a qualidade
    dos ruídos intestinais.
  • Os ruídos hidroaéreos devem ser descritos quanto
    à freqüência e intensidade.
  • A intensidade é descrita, em geral, em termos de
    ruídos hipoativos ou hiérativos.

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Percussão
  • Percussão direta realizada utilizando-se uma das
    mãos ou os dedos, a fim de estimular diretamente
    a parede abdominal por meio de tapas.
  • Percussão indireta coloca-se a mão não dominante
    estendida sobre o abdome e, com o dedo médio da
    mão dominante flexionado e usado como se fosse um
    martelo, percute- se um dedo da outra mão.

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  • Inicia-se levemente a percussão no quadrante
    inferior direito, prosseguindo-se pelos demais
    quadrantes no sentido horário, ate percorrer toda
    a área abdominal.
  • Os sons produzidos pela percussão são descritos
    como TIMPÂNICOS ou MACIÇOS, e a distribuição ou
    as mudanças nesses sons, observadas durante a
    percussão, determinam o tamanho, a posição dos
    órgãos e o conteúdo intra-abdominal.

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Palpação
  • A palpação abdominal é realizada por meio da
    palpação superficial e profunda que auxiliam na
    determinação do tamanho, forma, posição e
    sensibilidade da maioria dos órgãos abdominais
    alem da identificação de massas e acumulo de
    fluidos.
  • Os quatro quadrantes devem ser palpados em
    sentido horário, reservando- se para o final do
    exame aquelas áreas previamente mencionadas como
    dolorosas ou sensíveis.
  • A palpação superficial é iniciada mantendo-se os
    dedos de uma das mãos estendidos, fechados entre
    sim, e com a palma da mão e o antebraço em plano
    horizontal.

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  • Tal procedimento contribui para o relaxamento do
    paciente, para determinar as condições gerais da
    parede abdominal, identificando grosseiramente
    massas ou órgãos superficiais, áreas de
    sensibilidade dolorosa, alem de reconhecer a
    contratura muscular reflexa.
  • Quando percebida a resistência muscular, é
    necessário distinguir entre resistência
    voluntária, chamada de defesa e a contratura
    muscular involuntária, característica da resposta
    inflamatória do peritônio.

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  • Deve-se realizar a palpação durante as expirações
    do paciente.
  • A palpação profunda é usada para delimitar mais
    precisamente os órgãos abdominais e detectar
    massas menos evidentes. Com o paciente respirando
    pela boca, a parede abdominal é deprimida em
    profundidade a cada expiração, procurando-se
    perceber, com maior pressão dos dedos, tamanho,
    forma, consistência, localização, sensibilidade,
    mobilidade e pulsações de órgãos ou massas.
  • São considerados normais os achados de um abdome
    liso, de consistência macia, não tenso, não
    doloroso e sem órgãos aumentados ou massas.

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Procedimentos Especiais
  • Na avaliação da dor abdominal, sugestiva de
    irritação peritoneal, a pesquisa do sinal de
    descompressão brusca dolorosa é de grande valor.
    Se, durante a palpação superficial e profunda,
    for detectada alguma área de sensibilidade
    dolorosa, o teste deve ser feito.
  • Evitando as áreas mais dolorosas, aplica-se com
    os dedos uma compressão lenta e profunda no
    abdome para, então, subitamente suspender a mão,
    soltando a parede abdominal.
  • Compare a intensidade de dor sentida durante a
    compressão com aquela sentida na descompressão.

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  • A descompressão brusca pode ser acompanhada de
    dor intensa e aguda, descrita como lancinante ou
    em facada, sendo devida ao rebote das estruturas
    internas contra um peritônio inflamado, causado
    por apendicite aguda, colecistite aguda,
    pancreatite, diverticulite ou lesão peritoneal.
  • A descompressão brusca dolorosa, quando ocorre no
    ponto de McBurney (ponto médio entre a cicatriz
    umbilical e a crista ilíaca direita), é conhecida
    como Sinal de McBurney e é indicativo de
    apendicite aguda.
  • O Sinal de Rosving é identificado pela palpação
    profunda e contínua do quadrante inferior
    esquerdo que produz dor intensa no quadrante
    inferior direito, mais especificamente, na fossa
    ilíaca direita, sinal esse também sugestivo de
    apendicite aguda.

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  • O Sinal de Murphy deve ser pesquisado quando a
    dor ou a sensibilidade no quadrante superior
    direito sugerem colecistite. Ao comprimir o ponto
    cístico, solicita-se ao paciente que inspire
    profundamente. A resposta de dor intensa no ponto
    pressionado e a interrupção súbita da inspiração
    caracterizam o sinal de Murphy, indicativo de
    colecistite aguda.
  • O Sinal de Jobert é encontrado quando a percussão
    da linha axilar média sobre a área hepática
    produz sons timpânicos ao invés de maciços,
    indicando ar livre na cavidade abdominal por
    perfuração de víscera oca.

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Exame do Fígado e do Baço
  • O exame do fígado e do baço requer procedimentos
    especiais de percussão e palpação para se
    detectar alterações em seu tamanho, superfície,
    consistência e sensibilidade.
  • O Fígado pode ser palpado por meio de duas
    técnicas
  • 1. Técnica bimanual.
  • 2. Técnica com as mão em gancho.

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Palpação Bimanual do Fígado
  1. O examinador é posicionado à direita do paciente.
  2. A mão esquerda é colocada sob o tórax posterior
    direito e a mão direita sobre o abdome, logo
    abaixo do rebordo costal direito.
  3. A mão direita exerce compressão para dentro e
    para frente, enquanto a mão esquerda pressiona o
    tórax posterior para cima.
  4. Solicita-se ao paciente que inspire
    profundamente, deslocando o fígado para baixo,
    tentando-se sentir sua borda.
  5. Um fígado normal será indolor e deverá ter uma
    borda fina, cortante ou romba, firme, macia e
    lisa.

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Palpação do Fígado com as Mãos em Gancho
  1. O examinador é posicionado próximo ao tórax
    superior direito do paciente, voltado na direção
    dos seus pés.
  2. Com os dedos das mãos curvados, palpa-se o
    abdome, na linha do rebordo costal direito.
  3. Solicita-se ao paciente que inspire
    profundamente, ao mesmo tempo em que o
    profissional pressiona a parede abdominal para
    dentro e para cima.
  4. Se o fígado for palpável, sua borda poderá ser
    sentida pelas pontas dos dedos.

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Palpação do Baço
  • O baço normal raramente pode ser palpado.
  • A técnica bimanual é empregada
  • 1. O examinador é posicionado à direita do
    paciente, passando o braço esquerdo sobre o
    tronco do paciente, colocando a mão sob o tórax
    posterior, apoiando-a sob o gradeado costal,
    projetando-o para cima.
  • 2. As pontas dos dedos estendidas da mão direita
    pressionam o abdome em direção ao baço, enquanto
    o paciente realiza uma inspiração profunda.
  • 3. Se o contorno do baço for sentido, esse
    achado indica que a víscera pode estar
    aumentada. Neste caso, não é recomendado
    persistir na palpação, devido ao risco de ruptura
    do baço.
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