Title: REDES INDUSTRIAIS
1REDES INDUSTRIAIS
- Wilmar Oliveira de Queiroz
- PUCGo 2012
2Histórico
- Comunicação é uma necessidade primordial
- Local fala, gestos
- Longa distância sinais de fumaça, pombo correio,
maratonistas - Telégrafo em 1938 por Samuel Morse
- Telefone, Rádio, TV, TV a cabo, Internet
- Fusão do processamento da informação com a
comunicação - Sistemas computacionais
- Revolução da Comunicação pode ser comparada à
Revolução Industrial?
3Histórico
- Ambiente industrial
- Mudanças conceituais e nos projetos
- Automação industrial
- Automação predial
- Integração de sistemas CIs e módulos dedicados
- Padronização desses módulos
- Intercambiabilidade
- Interoperabildade
- Expansividade
- Redução de custos
- Novos modos de gestão/manutenção
4Histórico
- SDCD Sistema Digital de Controle Distribuído
- Computadores específicos
- S.O.
- Programas aplicativos de controle e supervisão
- Hardware
- Configuração de dispositivos de I/O
- Capacidade de processamento
- Memória de programação
- Quantidade de I/O
- Interface com o usuário/operador
5Histórico
- SDCD Sistema Digital de Controle Distribuído
- Arquitetura
- Estações locais de interface com o processo
- Controle contínuo e sequêncial
- Monitoração
- Comunicação com controladores de malha simples
- Interface H-M interativa para supervisão e
monitoração do processo (monitor e teclado) - Redes de comunicação redundante (cabo coaxial ou
fibra óptica) - São usados em processos não industriais
- Sistemas de água e esgoto
- Energia elétrica
- Telecomunicações
- Automação predial
- Controle de utilidades
- Detecção e alarme de incêndio
- Controle de acesso
6Histórico
- Desenvolvimento dos CLPs (Controladores Lógicos
Programáveis), das IHM (Interface Homem Máquina),
dos sensores, atuadores e sistemas de comunicação
levaram a - SDCDs com arquiteturas mais flexíveis
- Custo menor com mais eficiência e confiabilidade
- Implementações atuais são Redes de CLPs
gerenciadas por SCADA (Supervisory Control and
Data Acquisition)
7CIM
- CIM (Computer Integrated Manufacturing)
- Sistemas que gerenciam processos de forma
integrada (Manufatura Integrada por Computador) - Características
- Vários níveis (hierarquia)
- Protocolos diferentes para cada nível
- Controle distribuído
- Centralização das macro-decisões
- Integração das gerência técnico e administrativa
8CIM
9CIM
10CIM
11CIM
- Atualmente a base de um CIM é formada por
- SDCD, que atua nos níveis
- Controle
- Processo (execução, campo)
- SCADA, que atua em todos os níveis
- Redes de comunicação, que utilizam protocolos
industriais (fieldbus)
12CIM
- Níveis hierárquicos de um CIM
Contabilidade de custos, lucros e investimentos
5º
Administração Gerenciamento
4º
Planejamento Operacional
Desenvolvimento, projeto e planejamento
(qualidade e capacidade). Supervisiona o sistema
para otimização
3º
Coordenação Engenharia
Definição, resolução e restrição das atividades
e planos de trabalho detalhados
2º
Controle
Controle e monitoramento em tempo real
1º
Execução
Processo. Chão de fábrica
13Arquiteturas
- Início baseavam-se em Controladores de Malha
Única de Realimentação (SLC Single-Loop
Controllers) - Nos anos 60 Controles Digitais Diretos (DDC
Direct Digital Controller) - Grande número de malhas em um único computador
- Cada computador centraliza todas as informações e
funções de controle - Nos anos 70/80 Sistemas de Controle Distribuído
(DCS Distributed Controller Sistem) - Nos anos 90 SDCD Sistemas Digitais de Controle
Distribuído, que é um misto de SLC e o DDC - Malhas de controle em pequenos grupos
- Cada grupo tem seu próprio processamento
(controlador) - Controladores são conectados através de um
barramento de comunicação de dados (Data Highway
Bus) - O barramento normalmente é duplicado
- Razões para se usar o processamento distribuído e
paralelo - Tempos de resposta necessários em alguns
processamentos podem não ser alcançados com um
único processador - Múltiplas cópias dos componentes dos sistemas
levam a uma maior flexibilidade e redundância - Algumas aplicações são, por natureza,
geograficamente distribuídas
14Arquiteturas
- Estrutura de um SDCD com barramento duplo
15Topologias
- A topologia refere-se à forma com que os enlaces
físicos e os nós de comutação estão organizados - Estrela
- Nó central (mestre) se comunica com cada um dos
demais nós (escravos) - Não existe comunicação direta entre dois escravos
- A gerência das comunicações é feita pelo mestre
- Os escravos podem ter protocolos e/ou velocidades
de transmissão diferentes - Cada nó é interligado à rede através de uma
interface de acesso ao meio - Falhas em um nó escravo afetam somente o nó
defeituoso - Falha no nó central compromete toda a rede
16Topologias - Estrela
17Topologias - Anel
- Ligação sequencial fechada entre todas as
estações de trabalho da rede - Ligações são unidirecionais e os dados circulam
no anel - As estações são conectadas através de repetidores
- Uma estação coloca seus dados no anel enviando
sua mensagem para a estação seguinte - A mensagem passa de estação em estação até o seu
destino - A mensagem é retirada do anel ou pela estação de
origem, ou de destino ou pela estação
controladora - Falhas em uma estação afeta somente essa estação
- Falhas no anel ou nos repetidores comprometem
toda a rede
18Topologias - Anel
19Topologias - Barramento
- As estações estão conectadas a um barramento
- Todos os dados enviados são recebidos por todas
as estações - O controle de acesso ao meio, normalmente, é
distribuído - Falha em uma estação afeta somente essa estação
- Falha no barramento compromete toda a rede
20Topologias - Barramento
21Modelo OSI
APLICAÇÃO
A
A
APRESENTAÇÃO
A
A
A
A
SESSÃO
A
A
S
S
A
A
A
A
S
T
TRANSPORTE
T
S
A
A
REDE
R
A
A
S
T
R
T
S
A
A
ENLACE
A
A
S
T
R
E
E
R
T
S
A
A
FÍSICA
R
E
A
A
S
T
F
F
E
R
T
S
A
A
22Modelo OSI
23Modelo OSI
- Camada Física
- Responsável pela ativação, desativação e
manutenção do sinal no meio físico - Define a interface elétrica e mecânica com a
rede RS-232, RS-422, RS-485, V.35, G.703, RJ-45,
etc. - Define o tipo do sinal digital/broadband ou
analógico/baseband - Define o tipo de conexão ponto-a-ponto ou
multiponto - Define o sentido de transmissão simplex,
halfduplex e fullduplex - Define a forma de multiplexação do sinal FDM,
TDM - Equipamentos repetidores, hubs, modens e
multiplexadores - Unidade de dados bit
24Modelo OSI
- Camada de Enlace
- Gerenciamento do enlace
- Detecção e correção de erros causados pelo meio
físico - Controle de fluxo dos dados
- Enquadramento da mensagem
- Endereçamento físico na rede
- Controla o acesso ao meio
- Protocolos IEEE 802.2 (LLC), Frame Relay, SDLC,
HDLC, SLIP, PPP - Equipamentos bridges e switches
- Subcamadas LLC e MAC Ethernet, Token Ring, FDDI
- Unidade de dados quadro
25Modelo OSI
- Camada de Rede
- Realiza o roteamento dos pacotes
- Compatibilização entre redes de tecnologias
diferentes - Controle de fluxo dos dados
- Serviços datagrama (correio eletrônico,
transferência de arquivos, etc.) e circuito
virtual (aplicações em tempo real, etc.) - Pode fragmentar/remontar os pacotes
- Endereçamento lógico
- Protocolos IP, IPX, XNS, CLNP
- Unidade de dados datagrama ou pacote
26Modelo OSI
- Camada de Transporte
- Comunicação fim-a-fim
- Controle de erros fim-a-fim
- Segmentação e blocagem
- Controle de fluxo fim-a-fim (buffers,
janelamento) - Gerenciamento da conexão
- Multiplexação de aplicações
- Oferece os serviços confiável ou não
- Endereçamento da aplicação port
- Protocolos TCP, SPX (Sequenced Packet eXchange),
TP4 (Transport Protocol Class 4), etc
27Modelo OSI
- Camada de Sessão
- Sincronização das tarefas entre máquinas
- Gerenciamento de diálogos e de atividades
- Controla o intercâmbio de dados
- Estabelece, gerencia e finaliza sessões entre
aplicações - Protocolos NetBIOS (Network Basic Input Output
System - IBM/Microsoft), Netware RPC (Novell),
VINES NetRPC (Banyan), ASP (AppleTalk Session
Protocol - Apple), DNASCP (Digital Network
Architecture Session Control Protocol - DEC)
28Modelo OSI
- Camada de Apresentação
- Interpretação e representação/sintaxe dos dados
(codificação) - Uniformiza o formato de dados
- Compressão de dados, criptografia
- Segurança e privacidade da rede
- Codificação de textos e dados EBCDIC, ASCII
- Codificação de gráficos e imagens CGM, PICT,
TIFF, JPEG - Codificação de sons e animações WAV, MPEG
29Modelo OSI
- Camada de Aplicação
- Serviços transparentes para o usuário
- Aplicações para estações Processador de textos,
Banco de dados, Planilha de cálculo - Aplicações para rede Correio eletrônico,
Transferência de arquivos, Emulação de terminal,
gerenciamento - Elementos de serviço genérico ACSE, ROSE, RTSE
- Elementos de serviço específico FTAM, VT, X.400,
MHS
30Modelo OSI x TCP/IP
31Arquitetura TCP/IP
32Controle Centralizado
- Os dispositivos ficam em um mesmo ambiente
- Vários computadores compartilham um barramento
comum - Soluções comerciais mais utilizadas
- UME
- FUTUREBUS
- S100
- MULTIBUS II
- GPIB (General Purpose Interface Bus) 488 da IEEE
(substituiu o S100) - O controlador mestre executa tarefas de controle
global - Comunicação com os níveis de controle superior
- Operações de sincronização
- Coordenação de movimentos
- Cálculos
- O escravo opera em nível de atuador
- Tarefas de controle ou malha fechada
- Processamento de sinais
- Medidas
33Controle Distribuído
- Os controladores, atuadores e transdutores são
distribuídos espacialmente - São conectados por uma rede de comunicação
chamada FIELDBUS, ou barramento de campo - O cabeamento é bastante reduzido
- O controlador coleta informações de vários
transdutores, e baseado nos algoritmos dos
programas aplicativos, controla vários atuadores - As tarefas de controle são centralizadas
34Transmissão de sinais
- Comunicação paralela
- Ocorre entre sistemas digitais localizados
próximos um do outro - São enviados vários bits de cada vez
- O meio de transmissão é composto de vários
canais, um para cada bit - Para grandes distâncias é muito caro
- É mais complexa que a serial
- As velocidades são maiores
- Apresenta baixa imunidade a ruídos
35Transmissão de sinais
- Comunicação serial
- Os dados são transmitidos em uma sequência serial
de bits - É menos complexa que a paralela
- Utiliza apenas um canal de comunicação
- As velocidades são menores
- O custo é menor
- Maior imunidade a ruídos
- Modos de comunicação
- Síncrono
- Assíncrono
36Transmissão serial síncrona
- Necessita de um sincronismo entre os sistemas de
comunicação - Um dos sistemas deve gerar o clock (largura do
pulso) - Os sistemas transmitem e recebem os dados como
registradores de deslocamento (shift-registers)
entrada paralela e saída serial - O tempo é dividido em intervalos de tamanho fixo
(corresponde a um bit) - Não necessita de sinais adicionais de início e
fim da mensagem
37Transmissão serial assíncrona
- Não é necessário gerar clock
- O clock é interno em cada sistema mas devem ter a
mesma taxa de transmissão de dados (baud rate) - O controle de tempo de uma sequência de bits
(byte) é muito importante - A transmissão é feita caracter a caracter (byte a
byte) - Cada caractere é encapsulado por um sinal de
start e um de stop - Os dados podem então serem transmitidos
aleatoriamente no tempo - Erros podem ocorrer e devem ser tratados
- Paridade (par ou ímpar)
- Checksum
- CRC
- É o mais utilizado pois o hardware é mais simples
38Transmissão serial de sinais
- Tipos de comunicação
- Simplex
- Half-duplex
- Duplex
- Classificação quanto à referência
- Desbalanceada
- O sinal de dados tem como referência o terra
dos sistemas conectados - Baixa imunidade a ruídos (interferência somente
no fio de dados) - Balanceada
- A referência do terra é desconectada entre os
sistemas - Alta imunidade a ruídos (interferência afeta
igualmente o sinal e a referência)
39Transmissão serial de sinais
- Principais padrões de interface serial
- RS-232
- RS-422
- RS-485
- V.35
- USB
40RS-232
- Desenvolvido originalmente para as conexões entre
DTE (Data Terminal Equipment microcomputadores,
terminais, controladores) e DCE (Data
Comunication Equipment modens) - Usa a transmissão desbalanceada com três fios
(tx, rx e terra) - Pinos utilizados
- 1 DCD (Data Carrier Detect)
- 2 - Rxd (Receive data)
- 3 - Txd (Transmit data)
- 4 - DTR (Data Terminal Ready)
- 5 - SG (Signal Ground)
- 6 - DSR (Data Set Ready)
- 7 - RTS (Request To Send)
- 8 - CTS (Clear To Send)
- 9 RI (Ring Indicator)
- Usa-se normalmente o conector de 9 pinos (DB-9)
- Alcance máximo de 15m
- Bit 0 5V a 15V na saída e 3V a 15V na
entrada - Bit 1 -5V a -15V na saída e -3V e -15V na
entrada
41RS-232
42RS-232
43RS-422
- Usa a transmissão balanceada
- Utiliza conectores existentes
- DB-9 ou DB-25 com pinagem não padronizada
- DB-25 com padrão RS-530
- DB-37 com padrão RS-449
- É usado comumente em comunicações ponto a ponto
realizadas por um drive dual-state - É usado em transmissões de longa distância
(1200m), altas velocidades (dois pares de fio
para transmissão duplex) - A versão desbalanceada é a RS-423
44RS-485
- Desenvolvido pela EIA Electronics Industry
Association - Somente um par de fio é compartilhado para
transmissão e recepção - Vantagem pode-se interligar vários equipamentos
no mesmo cabo - Desvantagem a comunicação deve ser half-duplex,
deve existir algoritmo (ou gerenciador de rede)
para gerenciar a transmissão (evitar/tratar
colisões) - Não especifica ou recomenda protocolos
- O alcance é de até 1200m (compatível com RS-422)
- Máximo de 32 terminais remotos em cada nó da rede
que devem ser endereçáveis - Único PC como mestre da rede
- Taxa de transmissão 15m 10Mbps e 1200m
100Kbps - Características elétricas
- Comunicação em modo diferencial com tensão de 5V
em relação ao terra - Grande imunidade a IEM Interferência
Elétrico-Magnética devido ao modo diferencial - Obrigatório o uso de resistores pull-up e
pull-down na linha principal e resistores de
terminação da rede para o casamento de impedância
45RS-485
- Par diferencial quando a tensão no condutor
for maior que no condutor -, é caracterizado um
nível lógico 1 quando, ao contrario, a tensão
no condutor - for maior que no condutor , é
caracterizado um nível lógico 0
46Aterramento / Interligação do comum
- Linhas de transmissão diferenciais utilizam como
informação apenas a diferença de potencial
existente entre os 2 condutores do par trancado,
independente da diferença de potencial que eles
apresentam em relação ao referencial de tensão
(comum ou terra) - Isto permite que múltiplos sistemas se comuniquem
mesmo que uma referencia de potencial comum entre
eles não seja estabelecida. - No entanto, os circuitos eletrônicos de
transmissão e recepção podem ser danificados se o
par trancado apresentar um potencial
excessivamente elevado em relação ao referencial
(comum ou terra).
47Aterramento / Interligação do comum
- A norma TIA/EIA-485 especifica que a máxima
diferença de potencial entre os equipamentos da
rede deve estar entre 7 V e 12 V, enquanto a
norma TIA/EIA-422 especifica estes limites entre
7 V e 7 V. Diferenças de potencial acima
destes limites são usuais quando múltiplos
dispositivos isolados eletricamente entre si são
interligados apenas pelos pares diferenciais de
comunicação. - A utilização de aterramento nos dispositivos,
apesar de ajudar, não soluciona o problema em
todas as situações, pois em uma instalação
industrial típica a diferença de potencial entre
aterramentos de locais afastados pode ser de
muitos volts, podendo chegar a centenas de volts
na ocorrência de descargas atmosféricas. - A melhor solução para evitar a queima dos
circuitos de comunicação e adotar um condutor
adicional que interligue o comum (ou terra) de
todos os dispositivos da rede. - A utilização de cabo blindado e recomendada
sempre que o custo mais elevado deste tipo de
cabo não for um problema. A utilização de cabo
blindado com a malha adequadamente aterrada torna
a rede mais imune a interferências externas mesmo
quando o cabo e instalado próximo a fontes de
ruído elétrico, como inversores de frequência,
maquinas de solda, chaves eletromagnéticas e
condutores de alimentação CA. - Para reduzir custos, pode ser utilizado cabo
trancado sem malha de blindagem, mas este deve
ser instalado separado de condutores de
alimentação CA e distante de fontes de ruído
elétrico.
48RS-485
- Transceptor MAX-485
- RO entrada para recepção
- RE habilitação da recepção
- DE habilitação da transmissão
- DI entrada para transmissão
- GND e Vcc alimentação do CI
- A entrada não inversora
- B entrada inversora
- Normalmente os pinos DE e RE são jumpeados
- Para transmitir habilita o pino DE e desabilita o
pino RE - Normalmente o transceptor fica no modo recepção
(pino RE ativado)
49RS-485
- Exemplo de um sistema RS-485
50RS-485
- Exemplo de um sistema RS-485
51RS-485 HALF-DUPLEX (2 FIOS)
52RS-485 FULL-DUPLEX (4 FIOS)
53RS-232 para RS-485
54RS-232 para RS-485
55RS-232 para RS-485
56RS-485
- Aplicação típica mestre-escravo
- Os escravos recebem um endereço e apenas
respondem ao mestre (evita-se colisões) - O computador central controla várias máquinas de
Controle Numérico
57RS-485
- Aplicação típica half-duplex com todos se
comunicando - O funcionamento depende do protocolo de
comunicação adotado - Exemplo sistema de robô da Mecajun/LCVC
- A câmera transmite informações para a placa
central, (Vortex86) que envia a s decisões para a
placa de controle dos motores. Quando um evento
ocorre com os sensores de toque e/ou de luz a
informação deve ser enviada tanto para os motores
como para a placa de controle central
58RS-485
59RS-485
60RS232, RS423, RS422 e RS485
61Conectores industriais
62Conversores
63Meios físicos de transmissão
- Par tançado
- Cabo coaxial
- Fibra ótica
- Multimodo com índice degrau
- Multimodo com índice gradual
- Monomodo
- Transmissão sem fio
- Spread spectrum
- Modulação FHSS
- Modulação DSSS
- Modem
- Transmissão de dados sem fio de uso industrial
- Rádio de dados (Data Radios)
- Rádio MODEM transparente
- Rádio MODEM inteligente
- Rádio-telemetria
- Rádio-telemetria com integração de CLP e sistemas
SCADA - Transmissão de dados via sistema de telefonia
móvel celular - SMS x GPRS
64Par trançado
- UTP (Par Trançado Não Blindado), originalmente
projetado para voz, é o tipo de cabo mais
utilizado em razão - Do seu baixo custo, facilidade de instalação,
flexibilidade em mudanças e alterações - Da capacidade de suportar a completa largura de
banda - Boa resistência ao crosstalk (as tranças evitam a
interferência entre os pares do cabo - O padrão Categoria 5 (CAT5) estabelece os
requisitos mínimos para o cabeamento de
telecomunicações dentro dos prédios ou entre os
prédios do campus e é o cabeamento UTP mais
popular instalado em comunicação de dados. O CAT5
deve ser capaz de suportar voz ou dados a 100 MHz
sobre fios 22 ou 24 AWG - A Categoria 5 enhanced (CAT5e) é um padrão com
requisitos ligeiramente superiores ao CAT5. - A Categoria 6 Classe E (CAT6) é o padrão em
estudo pela TIA/EIA. Tanto a CAT6 como a
Categoria 7 Classe F (CAT7) são apenas propostos
não existindo padronização oficial.
65Par trançado
- Cabos UTP Blindados vs. Não Blindados
- O ambiente em que será instalado é que determina
se o cabo a ser utilizado deverá ser blindado ou
não blindado - A blindagem é a capa que envolve os fios de um
cabo e protegem contra a interferência e descarga
eletromagnética (EMI). Essa atividade
eletromagnética é conhecida por ruído - As fontes de EMI em um ambiente de trabalho podem
ser motores de elevadores, lâmpadas
fluorescentes, geradores, compressores,
condicionadores de ar e fotocopiadoras - Para proteger os dados em um ambiente ruidoso
(nível elevado de EMI), utiliza-se cabos
blindados. O tipo de blindagem mais comum é a
folha metalizada, porém a malha de cobre oferece
maior proteção - Em ambientes de escritório sem fontes de
interferência pode-se utilizar cabos não
blindados, em escritórios ou lojas movimentadas
sujeitas a alguma interferência recomenda-se o
uso de cabos com blindagem de folha metalizada e
em ambientes industriais o mais recomendado é o
cabo com blindagem de malha de cobre.
66Par trançado
- Crosstalk
- Uma das mais importantes diferenças entre os
padrões CAT5 e os mais novos está nas
especificações NEXT - O NEXT (Near-End Crosstalk) é a interferência no
sinal de um par sobre um outro na mesma
extremidade do cabo. O Crosstalk não ocorre
apenas no par adjacente (pair to pair NEXT), mas
todos os outros pares de um cabo UTP podem
interferir com seus próprios níveis em ambas as
extremidades do cabo, multiplicando o efeito
dessa interferência sobre o par transmissor ou
receptor - Em razão destes níveis de interferência poder
debilitar redes de alta velocidade, alguns
fabricantes de cabos começaram a apresentar as
taxas de NEXT, FEXT, PS-NEXT, ELFEXT e PS-ELFEXT
para seus cabos CAT5e e Categoria 6 (proposto) - O PS-NEXT inclui a soma total de todas as
interferências que podem ocorrer entre um par e
todos os pares adjacentes de um cabo - O FEXT mede a interferência de um par em uma
extremidade do cabo em outro par na outra
extremidade do cabo - O ELFEXT (Equal-Level Far-End Crosstalk) mede o
FEXT em relação ao nível do sinal recebido medido
no mesmo par. Ele mede basicamente a
interferência sem os efeitos da atenuação - o
nível equalizado. - O PS-ELFEXT mede a soma total de todas as
interferências dos pares de uma extremidade em um
par da outra extremidade sem os efeitos da
atenuação.
67Par trançado
68Par trançado
- Decibel (dB)
- É um termo muito utilizado em diversas áreas,
como áudio, eletrônica, telecomunicações, entre
outras - Representa o ganho ou a atenuação de um sinal, de
um som, etc - O decibel é uma unidade logarítmica que
representa uma relação entre um valor de entrada
e um de saída (som, alimentação, voltagem,
corrente, campo magnético etc) - O resultado desta relação pode ser ganho, quando
a saída é maior que a entrada (número positivo),
ou atenuação, quando a saída é menor que a
entrada (número negativo) - O ganho ou atenuação, podem ser calculadas pela
fórmula 10log(out/in), com log na base 10 e
resultado em dB - Além do decibel apresentado, onde os valores de
entrada e saída são variáveis, existem algumas
derivações utilizando um valor de entrada padrão
fixo - O dBm que utiliza um sinal padrão de 1 miliwatt
resultando na fórmula 10log(saída(mw)/1mw) - O dBu que utiliza 0,775volts como sinal padrão e
tem como fórmula 20log(tensão de
saída(volts)/0,775volts) - O dBVU de sinal padrão 250 nano webers/m (medida
de campo magnético) e fórmula 10log(saída (em
nw/m)/(250nw/m)). - Como ilustração, cabos de par trançado CAT5e de
boa qualidade apresentam atenuação em torno de
26,4 dB/100m a 100 MHz e de 53,8 dB/100m a
350MHz. Os Cabos de Fibra Óptica multimodo
apresentam atenuação menor que 3,75 dB/Km em 850
nm e menor que 1,5 dB/Km em 1300 nm. E os cabos
de Fibra monomodo em torno de 1 dB/Km em 1300 nm.
69Fibra ótica
70Protocolos industriais e prediais
- Avanço das tecnologias
- Queda nos preços dos dispositivos
- Aumento no uso de sistemas informatizados
- Redes locais em ambientes administrativos
- Redes corporativas
- Redes locais em ambientes industriais
- Redes fieldbus (industriais)
- Maior confiabilidade
- Tempo real
71Protocolos industriais e prediais
- Sistemas de comunicação de dados utilizados para
troca de informações dentro de processos
industriais e entre processos industriais. - Possuem como requisitos
- Boa resistência mecânica
- Resistência a chama, umidade e corrosão
- Alta imunidade a ruídos
- Taxa de erros baixa ou quase nula
- Tempo de acesso e de propagação limitados
- Tempo entre falhas e tempo de reparo baixos
- Boa modularidade e possibilidade de interconexão
72Protocolos industriais e prediais
- Os protocolos de campo podem ser separados em
três categorias - Nível mais baixo (sensorbus) redes de
dispositivos simples (sensores/atuadores em nível
de bit I/O) ASI (Actuator Sensor Interface),
SERIPLEX, Interbus-S, Profibus-PA, HART - Nível médio (devicebus) redes de controladores
de campo (comunicação serial entre CLP) CAN
(Controller Area Network), Lonworks, DeviceNET,
Profibus-DP - Nível alto (fieldbus) redes de controladores
(mestres) para controles e instrumentação mais
sofisticada SP50-H2, Ethernet Industrial,
Profibus-FMS
73Protocolos industriais e prediais
74Common Industrial Protocol - CIP
75Domínios e aplicações
76MODBUS
- O Protocolo Modbus
- Desenvolvido pela Modcon em 1979
- É um protocolo de mensagens, localizado na Camada
de Aplicação do Modelo OSI, que provê comunicação
cliente/servidor entre dispositivos conectados
por diferentes tipos de barramentos ou redes - Baseado no modelo mestre/escravo
- Os escravos não podem dialogar entre si
- O mestre trabalha em dois modos
- modo requisição/resposta pode enviar mensagem
para um escravo (sensor, válvula, driver de rede,
..) em particular - modo difusãopode enviar uma mensagem comum a
todos os escravos - Como o mestre e os escravos estão ligados a um
barramento bidirecional é necessário designar um
endereço (de 1 a 247) para cada escravo
(unicast). O endereço 0 é usado para broadcast - Atribuições do mestre
- Assegurar a troca de informações entre as ECL
(Estações de Controle Local) ou ETD (Equipamento
Terminal de Dados) - Assegurar o diálogo com o operador do sistema
(homem/máquina) - Assegurar um diálogo com outros mestres ou com um
computador (gestão centralizada do conjunto do
processo) - Assegurar a programação ou passagem de parâmetros
para os escravos
77MODBUS
- Atualmente é implementado usando
- TCP/IP sobre Ethernet (MODBUS TCP/IP)
- Usado para comunicação entre sistemas de
supervisão e CLPs - Os dados, em formato binário, são encapsulados em
quadros Ethernet e pacotes TCP/IP - Utiliza a porta 502 da pilha TCP/IP
- MODBUS PADRÃO
- Usado para comunicação dos CLPs com os módulos
de E/S, atuadores de válvulas, transdutores de
energia, etc - O Protocolo é o Mestre-Escravo
- Transmissão serial assíncrona sobre vários meios
- EIA/TIA-232-E, EIA/TIA-422, EIA/TIA-485-A, Fibra
ótica, Rádio - MODBUS PLUS
- Rede de passagem de token de alta velocidade
- Usado para comunicação entre si de CLPs, módulos
de E/S, IHM, etc - O meio físico é o RS485, taxa de transmissão de 1
Mbps - Controle de acesso ao meio através do Protocolo
HDLC
78MODBUS
- Tipos de Protocolos MODBUS
79Referência MODBUS Application Protocol
Specification V1.1b
MODBUS
80Referência MODBUS Application Protocol
Specification V1.1b
81MODBUS
- Abreviaturas
- ADU Application Data Unit
- HDLC High level Data Link Control
- HMI Humam Machine Interface
- IETF Internet Engineering Task Force
- I/O Input/Output
- IP Internet Protocol
- MAC Medium Access Control
- MB MODBUS Protocol
- MBAP MODBUS Application Protocol
- PDU Protocol Data Unit
- PLC Progammable Logic Controller
- TCP Transmission Control Protocol
- TIA Telecommunication Industry Association
- EIA - Electonic Industries Alliance
82MODBUS
- Descrição do protocolo
- O protocolo MODBUS define uma única PDU,
independente do protocolo de comunicação - O mapeamento (encapsulamento) do protocolo MODBUS
em um barramento ou rede específica introduz
alguns campos adicionais, criando a ADU
83MODBUS
- Codificação de mensagens
- As mensagens são constituídas por um conjunto de
caracteres hexadecimais ou ASCII - O tamanho máximo da PDU é de 253 bytes, então
- RS232/RS485 ADU 253 (dados) 1 (endereço) 2
(CRC) - TCP/IP MODBUS ADU 253 (dados) 7 (MBAP)
- Os serviços são especificados por códigos de
função - Cada serviço possui um formato de mensagem para a
requisição e outro para a resposta - Códigos válidos vão de 1 a 255, sendo que de 128
a 255 são reservados para respostas de exceção. O
bit mais significativo é o que decide o tipo do
código - Códigos de sub-função podem ser adicionados aos
códigos de função para definir múltiplas ações
84MODBUS
- Transações entre mestre e escravo
85MODBUS
- O campo dados da mensagem enviada de um mestre
para um escravo (dispositivo servidor) contém
informações adicionais que auxiliam o escravo a
executar a ação requerida no campo código da
função, como - Endereços dos registradores (registro inicial)
- Quantidade de registros a serem lidos
- Contador da quantidade de bytes no campo de dados
- O campo de dados pode não existir. Neste caso o
próprio código da função sozinho especifica a
ação requerida - Se não ocorrer nenhum erro na função especificada
na requisição, a resposta do escravo conterá o
dado requisitado, caso contrário o campo dados
conterá um código de exceção
86MODBUS
- Formato da requisição
- Nº do endereço do escravo (1 byte)
- Código da função a realizar (1 byte)
- Comandos de escrita ou leitura
- Dados
- Endereço da posição de memória (2 bytes)
- Quantidade de operandos (2 bytes)
- Para múltiplos operandos o 1º byte especifica o
operando e o 2º especifica o número de operandos - Dados a serem escritos no escravo (até 250 bytes)
- Controle de erros (2 bytes) CRC-16
87MODBUS
- Formato da resposta
- Nº do endereço do escravo (1 byte)
- Código da função realizada (1 byte)
- Comando solicitado de escrita ou leitura
- Dados
- Quantidade de dados da resposta (1 bytes)
- Dados solicitados para o escravo (até 250 bytes)
- Controle de erros (2 bytes) CRC-16
88MODBUS
- Funções para troca de mensagens
- Leitura de dados
- Escrita de dados
- Difusão de dados (broadcast)
- Tipos de dados
- Dados de 1 bit
- Bobinas (coils) podem ser lidos ou escritos no
escravo - Entradas (inputs) leitura do escravo
- Dados de 16 bits (registros)
- Retentivos (holding) podem ser lidos ou escritos
no escravo - Entradas (inputs) leitura do escravo
89MODBUS
- Alguns códigos de requisição de serviços
(comandos) - 01 - Read coil status leitura de múltiplos
operandos do tipo coil (leitura do estado das
saídas discretas) - 02 - Read input status leitura de múltiplos
operandos do tipo input (leitura do estado das
entradas discretas) - 03 - Read holding register leitura de múltiplos
operandos do tipo holding register (leitura dos
valores dos registradores de memória) - 04 -Read input register leitura de múltiplos
operandos do tipo input register (leitura dos
valores das entradas analógicas) - 05 - Force single coil escrita de um único
operando do tipo coil (escrita de uma única saída
discreta) - 06 - Preset single register escrita de um único
operando do tipo holding register (escrita de um
valor em um registrador de memória) - 0F - Force multiple coils escrita de múltiplos
operandos do tipo coil (escrita de múltiplas
saídas discretas) - 10 - Preset multiple registers escrita de
múltiplos operandos do tipo holding register
(escrita de múltiplos valores em registradores de
memória)
90MODBUS
- Endereços lógicos dos dados (memória é dividida
em registradores de 16 bits) - 00001 a 09999 coils (solenóides, saídas
discretas para os atuadores ON-OFF utilizam um
bit. Cada registrador comporta 16 saídas) - 10001 a 19999 inputs (entradas discretas para
os sensores ON-OFF utilizam um bit. Cada
registrador comporta 16 saídas) - 30001 a 39999 inputs registers (entradas
analógicas utilizam registradores de 16 bits para
os valores obtidos dos conversores A/D a partir
do sinais dos sensores analógicos) - 40001 a 49999 holding registers (registradores
de memórias com 16 bits para os valores
utilizados internamente nos CLPs) - Na prática todos os endereços lógicos variam de 0
a 9998 e a identificação está associada ao tipo
do serviço (código da função) - Endereços dos dispositivos
- 0 para difusão
- De 1 a 247 para os escravos (dispositivos)
91MODBUS
- Detecção de erros
- Checagem de paridade do caracter do frame
- Par
- Ímpar
- Sem paridade
- Checagem de quadro na mensagem
- ASCII LRC (2 bytes)
- RTU CRC (2 bytes) complemento a 2 da soma de
todos os bytes da mensagem, exceto os
delimitadores - Temporizações
- O tempo de linha inativa entre bytes de uma mesma
mensagem deve ser menor que 1,5 tempos de byte - Entre duas mensagens consecutivas deve existir um
tempo mínimo de inatividade na linha de 3,5
tempos de byte - Existe um atraso máximo (timeout) para receber
uma resposta do escravo. Se o timeout estourar, o
mestre faz nova tentativa
92MODBUS
- Formatos dos pacotes de comunicação (modo de
transmissão) - MODBUS ASCII
- Os dados são codificados em caracteres ASCII de 7
bits (0 a 9 e A a F) - Intervalos lt 1 seg são permitidos durante a
transmissão da mensagem - Usa delimitador de início e fim de mensagem
(inicia com e termina com CR e LF) - 10 bits por byte (caractere)
- 1 start bit (caracter 3Ah)
- 7 bits de dados
- 1 bit de paridade
- 1 stop bit (caracter CR e LF 0Dh e 0Ah)
- Sem bit de paridade, então
- 2 stop bit
93MODBUS
- MODBUS RTU (Remote Terminal Unit)
- Os dados são transmitidos em formato binário de 8
bits (0 a 252 bytes) - Os delimitadores de início e fim são um intervalo
(silêncio) de 3,5 caracteres - 11 bits por byte (caractere)
- 1 start bit
- 8 bits de dados
- 1 bit de paridade
- 1 stop bit
- Sem paridade, então
- 2 stop bit
- Silêncio 3,5 caracter
94MODBUS
- Transmissão de quadros no modo RTU ao longo do
tempo com os intervalos mínimos de tempo entre
quadros e máximos entre caracteres
95- Diagrama de tempo em um cenário mestre/escravo
96MODBUS
- RTU CRC (Cyclical Redundancy Checking)
- O CRC é aplicado na mensagem inteira
- É indiferente ao tipo de paridade usado nos
caracteres individuais da mensagem - Os bits de start, stop e paridade não entram no
cálculo - Os dois bytes são adicionados ao final da
mensagem (byte de baixa ordem byte de alta
ordem) - O CRC é calculado pelo transmissor. O receptor
calcula o CRC e compara com o valor recebido. Se
não são iguais existe um erro e a mensagem é
descartada - O cálculo do CRC é feito da seguinte forma
- Carregue o registrador CRC de 16 bits com FFFF
(tudo 1) - Faça a operação XOR do primeiro byte da mensagem
com o byte de mais baixa ordem do registrador,
colocando o resultado no registrador - Desloque o registrador de um bit para a direita,
em direção ao bit LSB, colocando o valor 0 na
posição do bit MSB - Extraia e examine o LSB
- Se LSB0, volte ao passo 3 e faça novo
deslocamento - Se LSB1 faça um XOR do valor do registrador com
o valor do polinômio 0xA001 (x15 x13 1) - Repita os passos 3 e 4 até que 8 deslocamentos
tenham sido realizados para que um byte seja
completamente processado - Repita os passos 2 até 5 para o próximo byte da
mensagem. Continue repetindo até que todos os
bytes da mensagem tenham sido processados - O conteúdo final do registrador é o valor do CRC
- Na mensagem o byte menos significativo é colocado
primeiro
97MODBUS
- ASCII LRC (Longitudinal Redundancy Checking)
- O LRC é aplicado na mensagem inteira
- É indiferente ao tipo de paridade usado nos
caracteres individuais da mensagem - Os caracteres e CRLF não entram no cálculo
- O cálculo é feito antes de codificar cada byte
hexadecimal em dois bytes ASCII - Os bytes de LRC são adicionados ao final da
mensagem - O LRC é calculado pelo transmissor. O receptor
calcula o LRC e compara com o valor recebido. Se
não são iguais existe um erro e a mensagem é
descartada - O cálculo do LRC é feito da seguinte forma
- Adiciona-se, sucessivamente, cada byte da
mensagem - Os bits de carry são descartados
- Ao resultado aplica-se o complemento a dois
- O resultado é codificado em dois bytes ASCII
- O byte mais significativo é transmitido primeiro
98(No Transcript)
99(No Transcript)
100MODBUS
- Cálculo do LRC
- Endereço (12) 0001 0010
- Função (01) 0000 0001
- End. Inicial Hi (02) 0000 0010
- End. Inicial Lo (10) 0001 0000
- Quantidade Hi (00) 0000 0000
- Quantidade Lo (01) 0000 0001
- Checksum 0010 0110
- Complemento a 1 1101 1001
- Complemento a 2 1101 1010
- LRC (hexadecimal) D A
- LRC (ASCII-binário) 0100 0100 0100 0001
101MODBUS
- Características fixas
- Formato da mensagem
- Funções disponíveis
- Tratamento de erros
- Características selecionáveis
- Meio de transmissão
- Velocidade
- Timeout
- Bits de parada e de paridade
- Modo de transmissão (RTU ou ASCII)
- Define como os bits serão codificados
- Endereço 3Bh no RTU 0011 1011
- Endereço 3Bh no ASCII 333h 0011 0011 e B42h
0100 0010 - Nos Protocolos MODBUS Plus e MODBUS TCP/IP as
mensagens são colocadas em frames e usa-se o modo
de transmissão RTU - O tamanho da mensagem ASCII é duas vezes maior
que a RTU - No modo RTU todos os caracteres devem ser
enviados em uma sequência contínua - O modo RTU também é conhecido como MODBUS-B ou
MODBUS Binário
102MODBUS
- Exemplos de perguntas e respostas
- O mestre solicita uma leitura dos registradores
40108 a 40110 ao escravo 06 - O dispositivo 06 responde com o conteúdo das três
palavras - O 1º registrador é o 40001 que é endereçado como
0, portanto o endereço do 40108 é 107d006Bh - Registrador 40108 02 2Bh 555
- Registrador 40109 00 00h 0
- Registrador 40110 00 63h 99
103MODBUS
- Exemplos de perguntas e respostas
- O mestre solicita a leitura de algumas entradas
digitais, no intervalo de endereço 10197 a 10218
ao dispositivo 17 - O dispositivo cujo endereço é 17 responde ao
mestre
104MODBUS
- Exemplos de perguntas e respostas
- Requisição para ler os registros 108 a 110
105MODBUS
- Exemplos de perguntas e respostas
- Requisição para ler a entrada do registro 9
- Requisição para escrever o valor 00 03 no
registro 2
106MODBUS
- Exemplos de perguntas e respostas
- O mestre solicita a escrita de um bit, valor 1,
no endereço lógico 173 do escravo cujo endereço é
17 - O dispositivo cujo endereço é 17 responde ao
mestre
107MODBUS TCP/IP
- Não há distinção entre mestre e escravo, então
qualquer nó pode acessar qualquer nó - A mensagem é encapsulada em um pacote TCP/IP
- Permite assim o acesso remoto via WEB
- Os comandos são enviados por um cliente para a
porta 502 de um servidor - O encapsulamento não alterou a estrutura básica
da mensagem original Modbus - O endereço agora tem 1 byte e chama-se
Identificador Único - O campo CRC não é usado
- Usa o TCP na camada de transporte e o CSMA/CD
como controle de acesso ao meio
108MODBUS TCP/IP
- O protocolo MODBUS define uma única PDU,
independente do protocolo de comunicação - MBAP Modbus Application Protocol
109MODBUS TCP/IP
- O formato e o conteúdo dos dados contidos em uma
mensagem ModbusTCP/IP é identificado pelo campo
código de função e seu valor é 91d (5Bh) - As transações entre nodos são associadas a
request (código par) e response (código ímpar) ou
notify para exceções - Estrutura do cabeçalho MBAP
110MODBUS TCP/IP
- Estrutura do campo de dados
111MODBUS TCP/IP
- Um esquema de endereçamento deve ser usado dentro
do protocolo para providenciar a comunicação
entre cliente/servidores - O endereço deve ser IPUnit ID
- Unit ID válidos faixa entre 0 e 247 (255 é usado
para comunicação com um gateway) - Cada mensagem é constituída de um ou mais
fragmentos de mensagem. O tamanho máximo de dados
de cada fragmento é de 195 bytes - Cada fragmento contém 7 campos
- Byte 0 Fragment Byte Count (8 bits)
- contém o comprimento em bytes da mensagem
Modbus. O máximo é 197 bytes, excluindo ele
próprio e o Stuff
112MODBUS TCP/IP
- Byte 1 Fragment In Process Indicator (1 bit)
- Se 1 indica que o campo de dados é um fragmento
de uma mensagem com multi-fragmentos - Byte 1 Last Fragment Indicator (1 bit)
- Se 1 indica que é o último fragmento da mensagem
- Byte 1 Reserved (3 bits)
- Não usado e deve ser 0
- Byte 1 Fragment Sequence Number (3 bits)
- Contador que indica o número sequencial do
fragmento - Bytes 2 e 3 Class ID (16 bits)
- A classe do objeto é associada com o serviço. Em
uma requisição de serviço a Class ID especifica o
serviço a ser executado em uma determinado objeto
113MODBUS TCP/IP
- Bytes 4 e 5 Instance ID (16 bits)
- A instância do objeto é associada ao serviço
- Bytes 6 e 7 Service Code (16 bits)
- O código especifica o serviço requisitado
- Bytes 8 ... Data (n16 bits)
- Dados associados aos serviço requisitado, isto é,
parâmetros do serviço - Stuff Byte Condicional (8 bits)
- Se o comprimento do campo de dados não é múltiplo
de 16, é necessário acrescentar esse byte ao
final da mensagem
114MODBUS TCP/IP
- Protocolo de Endereçamento a Objeto do Modbus
- O Modelo do Objeto especifica o agrupamento, a
estrutura e o comportamento dos dispositivos - Objetos são considerados entidades que agrupam
estruturas e comportamentos de uma maneira lógica - Em um dispositivo, os objetos tem uma estrutura
física ou conceitual análogas - Um objeto pode ser associado a um sensor em um
dispositivo, ou pode ser o conjunto de estrutura
e comportamento que compreende o gerenciamento do
dispositivo - A hierarquia Classe/Instância é utilizada para
suportar a herança, permitindo assim a definição
do tipo do objeto (classe) e especificar as
implementações desses objetos (instância) - Exemplo em um banco de dispositivos
fotodetectores a classe pode ser definida como
fotodetector e a instância cada fotodetector
individualmente
115PROFIBUS
- Principal sistema aberto para fieldbus
- Baseado nos padrões
- EN 50170 e EN 50254
- IEC 61158 e IEC 61784
- Independência de fabricantes (dispositivos devem
comunicar-se) - Utiliza o protocolo de acesso ao barramento token
passing para comunicação entre os mestres
(estações ativas), usando um anel lógico - E o procedimento mestre-escravo para comunicação
entre o mestre e os escravos (estações passivas) - Atende vários níveis em sistemas de automação
116PROFIBUS
117PROFIBUS
118PROFIBUS
- No nível de sensores e atuadores permite
interoperabilidade com - RS-485, IEC 61158 (ambientes classificados),
fibra ótica e protocolo As-i - No nível de campo os protocolos Profibus-DP
(Decentralized Periphery) e Profibus-PA (Process
Automation) transmitem dados a partir de módulos
de E/S, transdutores, acionamentos, etc - No nível de célula estão os CLPs, PCs, IHM.
Podem comunicar-se entre si e entre os níveis
acima e abaixo utilizando os protocolos
Profibus-FMS (Fieldbus Message Specification) ou
ProfiNet - O nível de célula troca informações com o nível
de fábrica utilizando o Ethernet/TCP-IP
119PROFIBUS
120PROFIBUS
121PROFIBUS
122PROFIBUS
123PROFIBUS
124PROFIBUS
- Tecnologias de transmissão
- RS-485 (Profibus-DP/FMS)
- Cabo de par trançado, blindado ou não como
barramento linear - Taxa de transmissão 9,6 Kbps até 12 Mbps
- Comunicação bilateral
- 32 estações por segmento sem repetidores e até
127 estações com repetirodres - Conectores DB9
- IEC 1158-2 (Profibus-PA)
- Usado na indústria petroquímica/produtos químicos
- Corrente de modulação de no mínimo 10 mA
- Transmissão digital, com sincronismo bit a bit
- Taxa de transmissão 31,25 Kbps
- Cabo de par trançado, blindado ou não como
barramento linear - 32 estações por segmento (pode usar repetidores)
125PROFIBUS
- Tecnologias de transmissão
- Fibra ótica
- Usado em ambientes ruidosos e com interferência
eletromagnética muito elevada, aumentar a
distância máxima e elevadas taxa de transmissão - Fibra multimodo 2 a 3 km
- Fibra monomodo até 15 km
- Existem conversosres RS-485/Fibra
126PROFIBUS
- Detalhamento da Arquitetura Básica de uma
Instalação
127PROFIBUS
128PROFIBUS
- Arquiteturas
- Profibus-DP
- Automação de chão de fábrica (nível de
dispositivo CLP com drivers, válvulas, I/O, etc) - Usa as camadas 1 e 2 (FDL Field Data Link) do
MR-OSI e a interface com o usuário - O acesso à camada 2 é feito pelo protocolo DDLM
Direct Data Link Mapper - Funções básicas
- Tecnologia de transmissão
- RS-485 ou fibra ótica
- Taxa de transmissão de 9,6 Kbps a 12 Mbps
- Acesso ao barramento
- Procedimento mestre-mestre e mestre-escravo
- Possibilidade de sistemas mono-mestre ou
multi-mestre - Máximo de 126 estações por barramento
129PROFIBUS
- Arquiteturas
- Profibus-DP
- Funções básicas
- Comunicações
- Ponto-a-ponto ou multicast (comandos de controle)
- Mestre-escravo cíclica e mestre-mestre acíclica
- Modos de operação
- Operate